A
política sempre renderá polêmica, não importando onde for discutida e abordada.
Logo, é pauta certa dos programas dos veículos de comunicação. Entre
propaganda, debates e somente notícias, também existem espaços para colunistas.
O olhar diferente e a opinião pessoal daquele especialista político podem
manipular o leitor, ouvinte ou telespectador? Na realidade na maioria das vezes
eles servem para isso.
Geralmente, o colunista complementa ou expressa sua visão sobre a notícia que acabara de
ser passada, se posicionando e sem ter pudor das consequências que suas
palavras podem render. A teoria é assim, porém na prática nem sempre é
verificado a verdade dos cronistas, sendo que defendem os interesses da empresa em que trabalham ou movimentos aliados a mesma, tornando-se contraditório em seu
cotidiano, mas que mesmo assim conseguem manipular algumas pessoas que são
movidas por esses falsos formadores de opinião.
Os
exemplos são variados, de como ou não ser transparente dentro de sua função. Óbvio que os colunistas podem defender quem quiserem e da forma que preferirem,
desde que passem suas opiniões de maneira sincera e sem ser influenciado. No Rio
Grande do Sul, o senador Lazier Martins fez carreira jornalística se
posicionando polemicamente sobre política. No mesmo estilo utilizado pela RBS,
telejornais da Rede Globo (nacional) também passaram a adotar esse padrão,
porém a contradição dos especialistas é demasiada e, por vezes, torna-se
ridículo.
Outro
exemplo tradicional são os comentários de Luiz Carlos Prates, que passou sua
carreira telejornalística se dividindo entre RBS e SBT de Santa Catarina e Rio
Grande do Sul. Seus depoimentos sobre diversos assuntos sempre têm alguma
ligação com a “politicagem”, cujo mesmo deixa evidenciado seu posicionamento de
direita, no entanto fala com propriedade sobre suas verdades e sem temer as
consequências, o que já lhe rendeu incontáveis processos, suspensões e
demissões.
Quem
está no jornalismo para expressar opinião tem de saber fazê-la, especialmente
referente sobre a política – que é a engrenagem das discussões. Ser polêmico
diria que é arte, ficar em cima do muro não serve para um colunista, tem que se
posicionar e enfatizar seu conceito, respeitar os demais e ter capacidade de
dobrar a língua alheia e até mesmo a própria. Não é fácil, por conta do medo; não
é difícil, por que tem de ser sincero. Se tem medo de perder o emprego ou levar
processo não se “atraque”. Afinal, tem de ser diferenciado, pois medrosos
jornalistas formadores de opinião política (e também de
outros assuntos) tão sobrando no Brasil.
Por Ed Andreick Wisniewski
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