quarta-feira, 20 de maio de 2015

Âncoras não podem ter medo, mas devem estudar o que falam

                Luiz Carlos Prates é formado em psicologia, mas trabalha na área jornalística desde a década de 1960. É um dos mais conhecidos e polêmicos âncoras do sul do Brasil, sendo que aborda inúmeros temas e, na maioria deles, faz alusão e ligação com a política. Assumido de direita, Prates não foge do que ele acha certo – faz críticas a sua religião (católica) e demais, à “direita”, “esquerda” e também aqueles que não se posicionam. Se ele acha algo errado ele fala, não teme as conseqüências – tanto que já foi demitido várias vezes e os processos contra ele são incontáveis.
                Luiz Carlos Prates é uma baita exemplo de colunista, nem me refiro pelo que ele fala, mas sim da maneira em que se posiciona. Quem forma opinião não pode se manipular por um monopólio ou identificação pessoal. No entanto, ao mesmo tempo tem de estar inteirado de todos os assunto que opina – o que não tenho certeza que seja o caso dele e acredito que possa ser uma razão de ser tão perseguido, muitas vezes com razão. Dono de polêmicas, como afirmar que “qualquer miserável tem um carro” e “pessoas depressivas são covardes”, Prates está de volta ao SBT, retornando de mais um afastamento devido seus pronunciamentos em TV aberta.
                Segue alguns vídeos com o posicionamento de Prates. Repito: não estou dizendo que o que ele fala é certo, mas sim a maneira que se posiciona. Confira, vale muito o play:

Brasil 1 x 7 Alemanha, e as ações políticas do vexame

Opinião de Prates sobre a maioridade penal


E aí, comente e deixa sua opinião sobre!!

Por Ed Andreick Wisniewski

Sim, mulheres entendem de política

                Lamentavelmente, ainda estamos rodeados de machistas. Assim como na área da culinária e moda, mulher entende sim de esporte e muitos outros assuntos, inclusive política, embora alguns preconceituosos ainda saiam falando bobagem sobre, mesmo que a cadeira presidencial da República pertença a uma mulher: Dilma Rousseff.
                Além da presidente ou presidenta (como preferir), muitas outras mulheres provam em debates diários que dominam a política. Óbvio que nem são todas, assim como pessoas de todos os gêneros não dominam todos os assuntos possíveis. Enfim, a ala feminina também conquistou seu espaço nas colunas jornalísticas de política. Mediante isso, indico que acompanhe o blog da gaúcha Rosane de Oliveira, que escreve para a Agência RBS. Ela aborda assuntos políticos especialmente do cenário estadual e nacional. Você pode até não concordar com o que ela diga, mas a verdade é que ela “não fica em cima do muro”, no meu ver, ao menos, não.


                Também, segue um artigo de opinião de Cristiana Lobo, que acompanha e estuda a política brasileira há mais de 30 anos.


E aí, essas mulheres entendem de política? São manipuladoras ou formadoras de opinião?

Por Ed Andreick Wisniewski

Manipular ou formar opinião política... poucos "colunistas" sabem a diferença

                A política sempre renderá polêmica, não importando onde for discutida e abordada. Logo, é pauta certa dos programas dos veículos de comunicação. Entre propaganda, debates e somente notícias, também existem espaços para colunistas. O olhar diferente e a opinião pessoal daquele especialista político podem manipular o leitor, ouvinte ou telespectador? Na realidade na maioria das vezes eles servem para isso.
                Geralmente, o colunista complementa ou expressa sua visão sobre a notícia que acabara de ser passada, se posicionando e sem ter pudor das consequências que suas palavras podem render. A teoria é assim, porém na prática nem sempre é verificado a verdade dos cronistas, sendo que defendem os interesses da empresa em que trabalham ou movimentos aliados a mesma, tornando-se contraditório em seu cotidiano, mas que mesmo assim conseguem manipular algumas pessoas que são movidas por esses falsos formadores de opinião.
                Os exemplos são variados, de como ou não ser transparente dentro de sua função. Óbvio que os colunistas podem defender quem quiserem e da forma que preferirem, desde que passem suas opiniões de maneira sincera e sem ser influenciado. No Rio Grande do Sul, o senador Lazier Martins fez carreira jornalística se posicionando polemicamente sobre política. No mesmo estilo utilizado pela RBS, telejornais da Rede Globo (nacional) também passaram a adotar esse padrão, porém a contradição dos especialistas é demasiada e, por vezes, torna-se ridículo.
                Outro exemplo tradicional são os comentários de Luiz Carlos Prates, que passou sua carreira telejornalística se dividindo entre RBS e SBT de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Seus depoimentos sobre diversos assuntos sempre têm alguma ligação com a “politicagem”, cujo mesmo deixa evidenciado seu posicionamento de direita, no entanto fala com propriedade sobre suas verdades e sem temer as consequências, o que já lhe rendeu incontáveis processos, suspensões e demissões.
                Quem está no jornalismo para expressar opinião tem de saber fazê-la, especialmente referente sobre a política – que é a engrenagem das discussões. Ser polêmico diria que é arte, ficar em cima do muro não serve para um colunista, tem que se posicionar e enfatizar seu conceito, respeitar os demais e ter capacidade de dobrar a língua alheia e até mesmo a própria. Não é fácil, por conta do medo; não é difícil, por que tem de ser sincero. Se tem medo de perder o emprego ou levar processo não se “atraque”. Afinal, tem de ser diferenciado, pois medrosos jornalistas formadores de opinião política (e também de outros assuntos) tão sobrando no Brasil.

Por Ed Andreick Wisniewski

Mais sobre a política na América do Sul

                Abaixo, segue opção de site e blog para notícias e informações complementares sobre política em toda América do Sul. Confira:


Por Daniela Vargas

A revolução não será televisionada - O golpe na Venezuela

            Segue documentário de Kim Bartley e Donnacha O'Briainsobre sobre o golpe ocorrido na Venezuela em abril de 2002. O golpe foi consumado, pois não houve resistência de Chaves que foi preso. Mas as manifestações e o apoio de militares fiéis ao país enfraqueceram os golpistas, e Chaves retornou ao governo. Participação clara da mídia privada, empresários e militares oposicionistas no golpe, além de declarações do governo americano de apoio ao golpe na Venezuela. Veja abaixo:


por Daniela Vargas

O jornalismo político feito por "políticos"

 
           Na Venezuela a TV estatal é a pricipal arma política do governo, poís é nela que o governo se auto promove, mostrando o  melhor lado de suas politicas públicas.
           Grande exemplo disso foi a morte de Hugo Chavéz onde as Tvs do gorverno o idolatraram.  Reprisavan-se  entrevistas a toda hora, em tempo real mostrava-se imagens do enterro e ainda usou-se muito a expressão "morte física de Chávez", para dizer que o espírito do presidente e seu legado continuavam  vivos.
            Com tudo isso ficou claro a grande exposição do então futuro candidato Nicolás Maduro, com todos seus afazeres públicos sendo transmitidos, sua candidatura e ações como presidente interino. Assim misturando atos do governo com ações partidárias.
           Sátiras ao então candidato  oposicionista  eram constantes, e entrevistas de membros da oposição foram duramente críticadas por comentáristas e apresentadores.
           Assim a  TV teve papel importante na definição do governo. Os principais meios de comunicação do chavismo, os canais Telesur e Venezolana de Televisión (VTV), em suas programações resumiram-se a idolatrar o presidente morto Hugo Chávez, engrandecer o presidente interino e candidato, Nicolás Maduro, e atacar o líder da oposição, o também candidato Henrique Capriles.

Por Daniela Vargas

terça-feira, 19 de maio de 2015

Politicando

Segue uma dica valiosa de leitura. "Blog do Josias".

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na “Folha de S.Paulo''. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de “Os Papéis Secretos do Exército''.
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/


por: Rodrigo D'avila

Um debate de politica... ou não??

            Falar de politica na TV aberta brasileira nunca foi habitual, e por isso a televisão por assinatura pode ser uma opção para quem quer ver um debate de ideias politicas que tragam opiniões diversas. Certo? É, nem tanto,
            Confira abaixo um debate tratando sobre o que de fato é ESQUERDA e DIREITA politica, veiculado no programa Painel, da GloboNews, onde os convidados para tal debate são defendem apenas um lado da moeda, quer descobrir qual, então veja:


por: Rodrigo D'avila

Parcialmente Falando

Podemos entender os jornalistas, desde suas iniciais  atuações, como agentes ou atores políticos. Considerados "cabeças" produtoras de opiniões, e muitas vezes modificadores dessas, os jornalistas e o jornalismo têm em suas mãos forte poder, o qual exercem a muito tempo. 

Mas tal afirmação não significa que todos os companheiros jornalistas passem por cima da ética de sua profissão e  usufruam de seus status e se aliem e defendam sua posição ideológica partidária.  
(Ramin Talaie/AFP/AFP)
New York Times não esconde predileção
Entretanto, existem casos onde podemos observar um direcionamento de determinado veículo em defesa e/ou apoio de uma linha ou opinião politica. 

Podemos tomar por exemplo os jornais norte-americanos, que abertamente declaram apoio para candidatura de seus candidatos preferidos. Apenas para citar, em 2012, um dos jornais mais influentes do mundo, o The New York Times, declarou apoio ao então candidato a reeleição presidencial, Barack Obama, assim como já tinha feito em 2008. 

Em comparação, os jornais e revistas influentes brasileiras preferem seguir na hipocrisia e se declaram isentos no que diz respeito a politica, o que  chega beirar ao cômico.  Longe do exemplo dos jornais da terra do  Tio Sam, os "folhetins tupiniquins" velando sua ideologias e opiniões atrás de materiais dúbios e muitas vezes enganosos. 

por: Rodrigo D'avila

Falando de Jornalismo Político - Dica de site

 
            A dica da semana pra quem gosta de Jornalismo Político e quer manter-se informado com textos de qualidade é o site Observatória da Imprensa.
            O Observatório da Imprensa é uma iniciativa do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas. É um veículo jornalístico focado na crítica da mídia, com presença regular na internet desde abril de 1996. 
            Para acessar as matérias do OI sobre Jornalismo Político clique aqui.

Por Regina Gonzatti

Falando de Jornalismo Político - Parte 2

            No dia 01 de maio de 2015 a UFPR TV produziu um debate no programa Sobre a Mídia para discutir o jornalismo político, o papel de vigiar atribuído à imprensa que se realiza, sobre tudo, na cobertura da política institucional, do jornalismo que investiga e denuncia as mazelas do Estado. Mas também na cobertura cotidiana, que permite ao cidadão acompanhar o funcionamento dos poderes da República. Os governos, Assembleias e Câmara dos Vereadores, e até o Judiciário.
            Um trabalho de alta qualidade e indicado para quem tem interesse nesse ramo do jornalismo. Segue abaixo o vídeo do programa na íntegra.



Por Regina Gonzatti

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Falando de Jornalismo Político

Jornalismo político é um ramo do jornalismo que trata tanto assuntos de política quanto de políticos. O jornalismo político pode ser em nível municipal, estadual ou nacional. Quem cobre as políticas nacionais ou estaduais, geralmente, se encontram junto às sedes governamentais. Mas não é necessário estar nos polos de acontecimentos políticos para noticiar os fatos.
Muitos jornais escrevem suas notícias com base em relatos de fontes. Essas fontes são divididas em três categorias: protagonistas (políticos), autoridades, especialistas (analistas políticos) e usuários (eleitores).
O trabalho do jornalista político consiste fazer a cobertura de eventos, instituições, acontecimentos do cotidiano e políticas públicas, como por exemplo: eleições, decretos, ministérios, partidos, pesquisas de opinião, negociações e projetos de lei.
Os jornalistas políticos de cobertura nacional que se concentram no Palácio do Planalto estão em contato constante com os políticos, é necessário que essa convivência não interfira na profissão, nessa editoria, mais do que em qualquer outra, é indispensável que o jornalista haja com imparcialidade. Não podemos esquecer que nossa função principal é informar e que a sociedade forma opiniões a partir do que é publicado.
Eduardo Guimarães, comerciante, ativista e analista político e blogueiro do Blog da Cidadania, escreveu a crônica "Procura-se um analista político 'imparcial'" onde fala porque não existe jornalismo imparcial. Em contraposição temos o livro Jornalismo Político de Franklin Martis, ex-jornalista da Rede Globo, que debate a ideia de que é possível exercer a profissão com responsabilidade, sem se comprometer com conflitos de interesse ou jogos políticos.
 Porém a concentração de mídias e a possibilidade de políticos serem donos de meios de comunicação no Brasil coloca em jogo a imparcialidade.
Com a propagação das colunas de opinião os jornalistas políticos vêm perdendo espaço, afinal opinião não é algo restrito a essa profissão, sai mais barato para quem produz jornais e confere o mesmo prestígio. No Brasil algumas colunas tem grande importância e são lidas diariamente por autoridades dos altos escalões. 
Por Regina Gonzatti